Respiração Bucal
Por Dra. Viviane Storchi
A respiração, quando em desequilíbrio, causa alterações na face e
pode ter conseqüências em vários órgãos e sistemas do nosso corpo. Junto
com a mastigação, a respiração auxilia o desenvolvimento dos ossos da
face e, como conseqüência, o bom posicionamento dos dentes.
O dentista e, especialmente, o ortodontista podem e devem auxiliar
no diagnóstico e correção dos efeitos que a respiração bucal traz aos
pacientes em diversas idades.
A criança que respira predominantemente pela boca, apresenta
alteração de cor e volume da gengiva, provocada pelo ressecamento da
entrada de ar. Assim como a boca, o rosto também apresenta mudanças.
A face se torna mais alongada e entristecida, os lábios entreabertos e
é comum a presença de olheiras profundas, nariz estreito e dentes
tortos.
As conseqüências mais comuns perceptíveis no respirador bucal são
o estreitamento do céu da boca, mordidas cruzadas (quando os dentes
superiores não se encaixam com os dentes inferiores), mordidas abertas
(quando os dentes da frente não se tocam, deixando um espaço entre eles)
e a acomodação da língua em posição incorreta (o que pode provocar
alterações na fala e na maneira de engolir os alimentos).
A principal contribuição que o ortodontista pode dar ao paciente
respirador bucal está relacionada à expansão ou abertura da arcada
dentária superior. Este procedimento ortodôntico, além de melhorar a
posição dos dentes, possibilita um aumento no espaço interno do nariz
e, conseqUentemente, mais ar pode entrar e chegar aos pulmões de
maneira correta e saudável.
Estejamos atentos às nossas crianças. O tratamento ortodôntico dos
efeitos da respiração bucal deve ser feito o mais precoce possível,
mesmo quando a criança ainda tem os dentes de leite. Isto
possibilitará um crescimento mais saudável e feliz.
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