Implantes osseointegrados em maxilares com pouca quantidade de osso
Por Dr. Mário Carlet
Com o advento da implantodontia de osseointegração, muitos casos que
antes não podiam ser solucionados ou cuja solução não agradava ao
paciente, passaram a ser resolvidos satisfatoriamente. Os
profissionais da odontologia sempre ansiaram em poder substituir
dentes perdidos sem necessitar lançar mão de próteses móveis ou de
desgastes dos dentes vizinhos, para a confecção de próteses fixas.
Porém, nem todos os pacientes apresentam condições estruturais para
receberem implantes osseointegrados. Com o passar dos anos, após as
extrações dos dentes, a quantidade de tecido ósseo da região vai
diminuindo gradativamente.
Muitos pacientes que desejam ser reabilitados total ou parcialmente,
com o emprego de implantes osseointegrados não dispõem de um capital
ósseo que permita a instalação das fixações. Além disso, a existência
de alguns acidentes anatômicos próximos, ou mesmo no interior dos ossos
maxilares contribui ainda mais para a dificuldade de certos casos.
Contudo, cada vez mais tem se buscado alternativas para contornar essas
dificuldades. Desde as técnicas de enxertos ósseos autógenos (aqueles
cujo osso é removido do próprio paciente), passando por enxertos de
osso de banco de ossos ou o uso de biomateriais até o emprego de
implantes especiais para casos mais complexos, como os implantes
zigomáticos, bem como técnicas de colocação de implantes de forma a
não invadir seios maxilares como os implantes inclinados foram sendo
propostas. Além disso, o emprego de implantes mais curtos, algo que
não era muito aceito anteriormente, hoje é técnica consagrada e
bastante previsível.
Desde a década de 80, os implantes estão cada vez mais difundidos
em nosso meio e vieram para ficar. Não há mais que se falar em casos
insolúveis, igualmente, existem casos mais complexos, mas todos
passíveis de serem resolvidos a contento.
As técnicas, cada vez mais modernas, existem e estão aí para serem
empregadas. Mas nenhuma técnica, por melhor que seja, funcionará
sozinha. Nada substitui o bom arbítrio de um profissional estudioso,
sério e compe-tente que saberá analisar cada caso e, aí sim, indicar
o melhor.
|