Tratamento com Próteses-Protocolos
Por Dr. Mário Carlet
Um dos tratamentos mais antigos quando se trabalha com implantes
osseointegrados consiste em protocolos inferiores. De fato, as
chamadas próteses-protocolos confundem-se com a própria existência
da osseointegração. Desde a década de 80, quando Bränemark propunha
a existência de uma união total e biológica entre titânio e tecido
ósseo, a colocação de 6 (seis) implantes na região do mento e maxilar
inferior vem resolvendo casos de dentaduras inferiores instáveis.
Com o passar dos anos, a pesquisa da implantodontia proporcionou
que a prótese protocolo pudesse ter a mesma efetividade com um menor
número de implantes. Os tratamentos de superfície dos implantes
favoreceram a qualidade da osseointegração e propiciaram que a
diminuição de 6 para 5 e, atualmente para 4 implantes, colocados
na região anterior da mandíbula, tivesse o mesmo resultado prático.
Além disso, o tratamento que outrora era feito em dois tempos, com um
intervalo de aproximadamente 4 meses entre a cirurgia e a confecção
da prótese, hoje é feito em um único tempo, em carga imediata.
As próteses-protocolos são atualmente confeccionadas em carga
imediata. O fato de colocar-se os quatro implantes na região
mentoniana, onde o tecido ósseo tem excelente qualidade, permite a
possibilidade de confeccionar-se a prótese total em até 48 horas. Essa
possibilidade de realizar-se o tratamento em carga imediata confere
uma satisfação imensa ao paciente. De fato, ele passa de uma situação
desagradável, já que usava uma dentadura que não se sustentava na
boca, para uma prótese total fixa em apenas dois dias. Ao mesmo tempo
e o fato de a cirurgia ser bastante tranquila, com anestesia local,
indolor e com um pósoperatório nada desagradável também contribui
para que as próteses-protocolos sejam tão procuradas.
O tratamento com as próteses-protocolos tem se constituído em uma
excelente proposta para aqueles pacientes que usam próteses totais
inferiores instáveis. A possibilidade de usar-se carga imediata
aumentou ainda mais a sua indicação. No entanto, por tratar-se de uma
técnica cirúrgica, sempre deverá estar condicionada ao bom arbítrio
de um profissional sério e competente que poderá indicá-la e
executá-la de forma a proporcionar qualidade de vida ao seu paciente.
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